terça-feira, 21 de maio de 2013

Secretarias Regionais gastam mais do que investem

Números comprovam ineficiência das SDRs

Aldo Nestor Siebert
A ineficiência das 36 Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDRs) e o peso dessas estruturas para os cofres públicos foram questionados pela deputada Ana Paula Lima, líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa, na sessão desta quinta-feira. “Os números do próprio Governo do Estado demonstram que essas secretarias causam prejuízo”, disse a deputada em pronunciamento na tribuna, referindo-se à prestação de contas das SDRs. Ela propôs que “em vez de economizar sucateando os serviços de saúde e superlotando as salas de aula, sejam reduzidas essas estruturas, que levam pelo ralo o dinheiro do trabalho do povo catarinense”. Para a deputada, não há justificativa para os gastos com pessoal terem crescido R$ 30 milhões, apenas no ano passado. “As secretarias regionais são máquinas político-partidárias e grandiosos cabides de emprego”, afirmou.

Os dados demonstram que, entre 2007 e 2012, dos R$ 3,5 bilhões repassados às secretarias, o valor investido em obras e serviços foi praticamente o mesmo gasto para manter as unidades funcionando. “A diferença é menor que 1%, exatos 0,85%. O custeio das SDRs arrancou R$ 1,76 bilhão dos cofres públicos sendo que, desse valor, R$ 493,3 milhões foram investidos somente em folhas de pagamento”, destacou a parlamentar. Ana Paula revelou que a situação é ainda pior em mais da metade das secretarias. “Em 20 unidades regionais, os gastos com pagamento de pessoal e custeio foram maiores que o investimento. Juntas, as unidades deficitárias gastaram R$ 232,5 milhões a mais do que aplicaram em obras e serviços à população”.

No telão instalado no plenário a deputada apresentou o demonstrativo de gastos das secretarias. Entre as informações que chamam a atenção está o fato que a proximidade com o governador Raimundo Colombo não impediu o prejuízo em pelo menos duas secretarias. “A SDR da Grande Florianópolis, que abrange a capital do Estado, onde está a sede do Governo, foi a campeã de gastos. Apenas entre 2007 e 2012, a unidade gastou R$ 43,8 milhões a mais do que investiu”. E completou: “Os números também são negativos em Lages, terra natal e reduto político do governador, com déficit de R$ 7,8 milhões”.

Em ano eleitoral, piora – Além dos gastos comprometidos com folha de pagamento, em prejuízo ao atendimento às necessidades da população, Ana Paula apontou que a situação fica pior quando é ano eleitoral. “No acumulado entre 2007 e 2011, por exemplo, havia 16 secretarias gastando mais com a estrutura do que com investimentos. Em 2012, marcado pelas eleições municipais, a lista subiu para 20”.

Por entender que, “além de causar prejuízos ao erário público”, as secretarias “estão longe de cumprir os objetivos que justificavam a sua criação, que era levar desenvolvimento a todas as regiões do estado e aproximar os serviços públicos da população”, Ana Paula pede a imediata redução das estruturas. “Ando pelo estado e testemunho, por exemplo, as centenas de ambulâncias e vans que circulam pelas rodovias rumo à capital, com pessoas em busca de atendimento”, declarou a deputada. Para ela, o governador Raimundo Colombo “tem o dever” de mudar essa situação”.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Visita técnica à Ilha do Campeche constata sérios problemas


Uma visita técnica foi realizada na Ilha do Campeche pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vereadores. A assessoria do vereador Lino Peres foi convidada e compareceu para conhecer o projeto implantado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em parceria com a Associação Couto de Magalhães. A visita aconteceu na sexta-feira, 10 de maio, e foram constatados sérios problemas no local.
A Ilha do Campeche foi tombada em 2000 e a gestão passou para o IPHAN, quando foi colocada uma série de restrições e regramentos para garantir a proteção daquele patrimônio paisagístico e arqueológico. No local há oficinas e gravuras, além de partes de uma antiga baleeira, mas a maioria dos itens inclusos no TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), reabilitado em 2006, não está sendo cumprido.
A Ilha atualmente é ocupada pelo IPHAN, a Associação Conto de Magalhães e pela Pesqueira Pioneira da Costa. Durante a visita, ficou evidente que a convivência é conflituosa. A ausência da Prefeitura de Florianópolis durante o percurso merece ser destacada por, praticamente, desconsiderar o fato de a Ilha do Campeche pertencer a Florianópolis.
Outro gravíssimo problema é a questão do saneamento especial na alta temporada. São aproximadamente 800 visitantes/dia e não há estudos ou avaliações sobre a contaminação do lençol freático. Para a assessoria do gabinete de Lino existe a necessidade de ampliar a discussão sobre a adequação ao Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC).
O IPHAN tem desenvolvido vários projetos, entre eles o de ampliação à visitação institucional, principalmente dos estudantes. Para o visitante local, “o manezinho”, no entanto, o passeio sai caro devido ao translado realizado por embarcações particulares, podendo custar R$ 75,00 por pessoa. (Crédito: Assessoria Lino Peres)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

CPI dos Alvarás pode ser conferida em áudio no youtube do Lino

Ouça a gravação da terceira audiência da CPI dos Alvarás, realizada na tarde desta quarta-feira, 15 de maio, na Câmara de Vereadores de Florianópolis, e que contou com a presença de Lino Peres e assessoria.

Lino acompanhou a visita ao Parque Municipal do Maciço do Morro da Cruz

Lino acompanhou a visita da Comissão do Meio Ambiente da Câmara de Vereadores ao Parque Municipal do Maciço do Morro da Cruz, única área verde preservada no centro de Florianópolis. Acompanhe, no primeiro vídeo, gravado pela TV Câmara, o depoimento do vereador sobre a importância desse local para a cidade e, no segundo, a fala de um antigo morador, o senhor Ademir, contando a Lino, como era essa região antes da crescente da urbanização da Ilha.  A visita aconteceu no dia 10 de maio (Nota da Assessoria/Créditos: TV Câmara e Assessoria do gabinete de Lino Peres)


Em julho, evento em defesa do SUS e contra a privatização da saúde

Trabalhadores no Cinema: dias 16 e 17 de maio

terça-feira, 14 de maio de 2013

Comissão do Fórum da Bacia do Itacorubi conversa com assessores de Lino e Pedrão


 
Na tarde desta segunda-feira, dia 13 de maio, a Comissão do Fórum da Bacia do Itacorubi esteve na Câmara de Vereadores de Florianópolis conversando com assessores dos gabinetes de Lino Peres (PT) e de Pedro de Assis Silvestre (PP), o Pedrão, na tentativa de sensibilizar os legisladores municipais para que se agilize o processo de criação do Parque Linear do Córrego Grande. A iniciativa comunitária foi encampada pelo Executivo como PL 15069/2012, já passou pela Comissão de Justiça e agora está nas mãos da Comissão de Viação e Obras da Câmara.
O objetivo é também que o processo chegue o mais rápido possível às comissões de Meio Ambiente e de Orçamento, Finanças e Tributação, dando ciência do assunto aos demais vereadores da Casa sobre a importância do projeto, para que saibam que há prazos importantes e que o processo permanece parado desde 2012. O grupo quer implantação de ciclovias, área de lazer e a ligação do Parque Maciço da Costeira ao manguezal, além da despoluição do rio Córrego Grande entre outras reivindicações que vão beneficiar a população daquela região.
O grupo que compareceu à Câmara pretende reunir 11 conselhos comunitários da Bacia do Itacorubi e mais três outras entidades, o Instituto Mangue Vivo, e dois Consegs da região (o Conselho Comunitário de Segurança da Trindade e o Conselho da Bacia do Itacorubi). A Comissão, composta por Henriete La Rovere, do Confia –Conselho Comunitário dos Jardins Anchieta, Germânia e Flor da Ilha; Rosângela Campos, do Fórum da Bacia do Itacorubi; Cesar Pompeo, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); e Enio Lima, da Associação Comunitária Jardim Santa Mônica. “Nosso objetivo é sensibilizar os vereadores para que se agilize o processo, se dê mais celeridade”, destacou Cesar Pompeo.
A comissão também fez uma visita ao gabinete de Lino Peres, onde conversou brevemente sobre o assunto com o vereador. (Crédito: Rosane Berti)


 




segunda-feira, 13 de maio de 2013

Audiência da Ponta do Coral, da qual Lino participou, termina sem acordo

Terminou sem acordo a Audiência de Conciliação realizada nesta sexta-feira, dia 10 de maio, sobre a construção de um empreendimento da Hantei na Ponta do Coral e que foi acompanhada pelo vereador Lino Peres e membros de seu gabinete e pelos vereadores Pedrão e Afrânio. O processo sobre o caso entrou em fase de contestação a pedido do Ibama, o que deve demorar pelo menos 10 dias. O juiz da Vara Ambiental Federal de Florianópolis, Marcelo Krás Borges, que presidiu a Audiência, aceitou aguardar para depois dar a sentença. Antes, porém, quer saber da prefeitura se o alvará do empreendimento foi realmente cassado e quais os motivos deste ato, para juntar à cópia do processo. Após será dado vistas às partes pelo prazo de 5 dias.
Participaram da audiência, a convite da Justiça Federal, representantes da Hantei, e órgãos ambientais como a Fatma, o ICMBio, SPU, o Ibama, o Ministério Público, além de outros, e representantes de comunidades. A Prefeitura de Florianópolis foi intimada, mas não compareceu. Para Lino Peres, o resultado da Audiência foi positivo porque, segundo sua fala neste evento, impossibilitou um acordo que não teria legalidade por uma série de irregularidades do empreendimento, desde a aquisição do terreno no final dos anos 70, passando pela alteração de zoneamento da Ponta do Coral para área Verde de Lazer (AVL), projeto que foi descaracterizado depois de aprovado na Câmara de Vereadores, até a criação de aterro que, sob justificativa de uso público, dará a viabilidade para a construção de um empreendimento privado de 20 andares.
Lino destaca que a comunidade acadêmica do Curso de Arquitetura e Urbanismo, da qual é professor desde o final dos anos 70, vem reivindicando a utilização pública e cultural da Ponta do Coral, divulgando recentemente uma Nota com esse posicionamento. Assinala que, para o empreendimento citado, não foi feito um adequado estudo de impacto de vizinhança, que contemple aspectos fundamentais como o aumento de trânsito e da mobilidade no local e agressão da paisagem por ferir uma visualidade já consolidada a partir do promontório da Ponta do Coral. Além disso, cita o risco de derramamento de óleo de barcos pela marina a ser instalada, e que não se considerou o estudo de impacto de vizinhança e o ecossistema da embocadura do manguezal de Itacorubi, na qual a Ponta do Coral compõe três pontas com as Ponta do Lessa e do Goulart.
O empreendedor não quis construir com a área que tem disponível, sem o aterro, porque quer ganhar mais, e com um terreno que valerá R$ 15 mil cada m2, às custas do erário público e da população como um todo, e quando faz um projeto que ocupa a faixa de marinha e aterra o mar. Deixou abandonada a área, destaca o vereador, com a conivência do poder público e agora, cinicamente, diz que quer construir praça pública no local para não deixá-la abandonada.
Outro aspecto que o vereador chama a atenção é o falso argumento de que o empreendimento gerará muito emprego. Pergunta o vereador: que empregos e de que tipo? O que se tem assistido é que o turismo em geral e o hoteleiro em particular não emprega o contingente que sempre anuncia, paga mal e acaba atraindo, muitas vezes, mão-de-obra externa, não empregando a população local. (Crédito: Rosane Berti)
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Audiência sobre a Ponta do Coral acontece nesta sexta-feira, 10 de maio

O MOVIMENTO PONTA DO CORAL 100% PÚBLICA foi informados que, na sexta-feira, dia 10 de maio, às 14h30min, no auditório da Justiça Federal, haverá uma audiência sobre a PONTA DO CORAL. O juiz Marcelo Krass está chamando vários órgãos envolvidos em três ações, para uma conciliação. A audiência será aberta, portanto não podemos perder a oportunidade de participar ativamente. Vamos defender a PONTA DO CORAL 100% PÚBLICA contra os interesses particulares e privados.
O MOVIMENTO PONTA DO CORAL 100% PÚBLICA convida você a se juntar a nós a partir das 14h15, em frente ao edifício da Justiça Federal, que fica na Beira-Mar ao lado da OAB, próximo ao Angeloni.
Abaixo, o documento da Justiça Federal.

MOVIMENTO PONTA DO CORAL 100% PÚBLICA
Vara Federal Ambiental de Florianópolis
Pauta do dia 10/05/2013
Processo: 5013052-40.2012.4.04.7200
Hora: 14:30
Juízo: Federal
Partes:
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
X
FUNDAÇÃO DE AMPARO TECNOLÓGICO AO MEIO AMBIENTE - FATMA E OUTRO(S)
Advogados:
OLAVO RIGON FILHO, OAB SC004117
MARCELO BUZAGLO DANTAS, OAB SC011151
Obs.:
Audiência Conciliação
Sala:
SALA DE AUDIÊNCIAS VARA AMBIENTAL E AGRÁRIA - Rua Paschoal Apóstolo Pitsica, n
Processo: 5013054-10.2012.4.04.7200
Hora: 14:30
Juízo: Federal
Partes:
HANTEI CONSTRUÇÕES E INCORPORAÇÕES LTDA E OUTRO(S)
X
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA
Advogados:
MARCELO BUZAGLO DANTAS, OAB SC011151
Obs.:
Audiência Concilição
Sala:
SALA DE AUDIÊNCIAS VARA AMBIENTAL E AGRÁRIA - Rua Paschoal Apóstolo Pitsica, n
Processo: 5013424-86.2012.4.04.7200
Hora: 14:30
Juízo: Federal
Partes:
INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE - ICMBIO
X
FUNDAÇÃO DE AMPARO TECNOLÓGICO AO MEIO AMBIENTE - FATMA E OUTRO(S)
Advogados:
MARCELO BUZAGLO DANTAS, OAB SC011151
OLAVO RIGON FILHO, OAB SC004117
Obs.:
Audiência Conciliação
Sala:
SALA DE AUDIÊNCIAS VARA AMBIENTAL E AGRÁRIA - Rua Paschoal Apóstolo Pitsica, n

Gabinete acompanha audiência pública sobre a situação do carnaval em Florianópolis

 


A audiência pública para discutir a situação do Carnaval de Florianópolis para 2014 aconteceu na tarde desta quinta-feira, 09 de maio, no Plenarinho da Câmara de Vereadores. O corte da verba para o evento foi anunciado pelos vereadores como uma possibilidade.
Representantes da Secretaria de Turismo, que participaram da audiência, não acenaram com resposta concreta para a realização do carnaval de 2014 na capital catarinense. Uma discussão geral sobre o assunto só será implementada em setembro de 2013, o que demostra o descaso do governo municipal com um evento da cultura popular com a cidade.
A secretaria de Turismo anunciou ainda que o Skol Folia tem um contrato de cinco anos deixado pelo governo Dario Bergher. (Crédito: Rosane Berti)

 

Livro conta com participação de Lino em textos


 
Nesta  sexta-feira, às 18h30, no Auditório da FAED-UDESC, acontece o lançamento do primeiro volume da obra de 435 páginas, intitulada Cadernos do Observatório Geográfico da Grande Florianópolis do PET Geografia UDESC, organizada por Vera Lucia Nehis Dias e PET Geografia da UDESC. O livro reúne cerca de 20 artigos sobre aspectos do planejamento e urbanização de Florianópolis. Lino Peres está entre os autores da obra com artigo publicado na Quarta Parte: Experiências de ensino – aprendizagem.

Audiência sobre saúde pública conta com a participação de Lino


 
 
O vereador Lino Peres participou da Audiência Pública sobre a privatização do Hospital Florianópolis, realizada na tarde de quarta-feira, no Plenarinho da Câmara de Vereadores de Florianópolis. Lino disse que vai se empenhar em fazer uma conexão com o Governo Federal para agilizar soluções para a questão da saúde na capital catarinense. (Crédito: Rosane Berti)

3ª Marcha dos Trabalhadores de Santa Catarina conta com o apoio de Lino Peres




O vereador Lino Peres participou na tarde desta quarta-feira, dia 08 de maio, da IV Marcha dos Trabalhadores de Santa Catarina, em manifestação na frente da Câmara de Vereadores de Florianópolis. Lino falou aos manifestantes e populares que acompanhava a marcha sobre a necessidade de resolver as questões da saúde do município.
As reivindicações dos manifestantes foram distribuídas em 13 eixos. Englobam questões como o acesso a terra, crédito, assistência técnica, juventude, mulheres e habitação, entre outros. A Fetraf-Brasil (Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar) entregou ao governo um abaixo-assinado com mais de 100 mil assinaturas em apoio à ampliação do salário-maternidade para seis meses.  (Crédito: Rosane Berti)

Lino apoia parecer de veto do prefeito


O vereador Lino Peres apoiou o veto à votação do parecer do Relatório de Proposições do prefeito Cesar Sousa Junior, levado à sessão de terça-feira, dia 7 de maio, na Câmara de Vereadores de Florianópolis. A votação terminou com o veto ao Projeto de Lei 14962/2012, que trata sobre Denominação de Via Pública. Trata-se de uma das propostas do mandato de Lino que, desde que assumiu na Casa tem esclarecido reiteradamente sobre a importância da infraestrutura para as ruas, com rede de água e esgoto, largura adequada para acesso de caminhões de lixo e de bombeiros, espaço para estacionamento de veículos, etc., em vez da simples e pura denominação de ruas e logradouros.

Para Lino Peres, a importância do veto está no fato de que, além do prefeito Cesar Souza Júnior se opor à denominação de rua sem atender a legislação e infraestrutura necessárias, incluiu no Plano de Reforma Administrativa um Programa de Regularização Fundiária, o qual será um dos meios técnicos e administrativos indispensáveis para que a atribuição constitucional do prefeito para criação de nome de ruas seja assumida na Lei Orgânica do Município, ficando a Câmara Municipal com a atribuição de apenas indicar a nominação de logradouros.

A Prefeitura, através de seus órgãos técnicos e administrativos voltados para o planejamento da cidade, de sua função reitora de gerir o crescimento urbano e de exigir das concessionárias de energia, saneamento e pavimentação o provimento da infraestrutura urbana, é que pode criar ou não denominação de ruas e logradouros. Não cabe à Câmara esse papel executivo, pois essa não dispõe de meios técnicos para avaliar as condições de uma zona ou logradouro para sua legalização.

O que se tem assistido, assinala Lino, é a nominação de ruas sem a menor condição de infraestrutura e  em muitos casos, em loteamentos irregulares, ferindo a Lei 6766, que regula loteamentos urbanos. Isto não é um problema dos moradores locais, que legitimamente demandam a legalização de seus logradouros e a instalação de infraestrutura, mas da Prefeitura, que deve fiscalizar e propiciar as melhores condições urbanas para o local. Pergunta o vereador: quem responde em caso de incêndio de casa ou apartamento em ruas com apenas 3 ou 4 metros de largura com comprimento que chega até 1 Km, sem nenhuma rua transversal? Será a Prefeitura ou a Câmara, que aprovou a legalização do logradouro e derrubou o veto do Prefeito? Diante do Ministério Público, certamente essas duas instâncias do poder público responderão por qualquer tragédia e sinistro.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nabil defende prazo para revisão do Plano Diretor

A necessidade de aprovar o Plano Diretor, no segundo semestre deste ano, para que o desenvolvimento de São Paulo respeite marcos legais atualizados e adequados à atual realidade da cidade, foi reiterada pelo vereador Nabil Bonduki em debate entre o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco, e os vereadores. Esse foi o tema central do discurso do prefeito Fernando Haddad na abertura do calendário da revisão do PDE no último sábado.
Leia mais em:

http://cidadeaberta.org.br/nabil-defende-prazo-para-o-processo-participativo-de-revisao-do-plano-diretor/

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Lino Peres apoia o 3º Café AntiColonial

 
O gabinete do vereador Lino Peres apoia o 3º Café AntiColonial, promovido pelo Sindes e Portal Desacato, que acontece no dia 3 de maio, no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis. Militantes dos movimentos sociais e sindicais e trabalhadores da Grande Florianópolis estão convidados.

Sessão da Câmara homenageia lideranças de terreiros

A Sessão Solene realizada na terça-feira, dia 23, no Plenário da Cãmara Municipal de Vereadores, foi marcada por homenagens às lideranças dos Terreiros de Umbanda da Capital. (Crédito: Giovani Martins e Rosane Berti)




terça-feira, 23 de abril de 2013

Arquitetura afrontada: comparar hotel na Ponta do Coral com a Torre Eiffel e a Capela Sistina é disparate

Lino Peres, vereador e professor
 

O ex-governador e hoje senador Luiz Henrique da Silveira, para artigo publicado no Diário Catarinense de 19 de abril, elegeu o título “A Capela Sistina, a Torre Eiffel e a Ponta do Coral”. Em primeiro lugar, é descabida a comparação entre um hotel de luxo como tantos país afora e obras produzidas em outro período histórico e reconhecidas como patrimônio da humanidade. Tal comparação fere o método científico e até o mais elementar bom senso. Como professor de história da arquitetura e urbanismo, avalio que fazer tal analogia é um insulto intelectual.

Um elemento ignorado no artigo de LHS, para além da teoria da Arquitetura, é básico: a diferença entre o público e o privado e o direito à paisagem. Da Torre Eiffel, construída em 1889, vislumbra-se toda a paisagem de Paris, e trata-se de um monumento público, diferente de um hotel cuja construção implicará apropriação privada de uma das mais expressivas paisagens de Florianópolis, onde também há um dos maiores remanescentes do ecossistema de manguezal urbano no país.

Por mais que o empreendedor do hotel em questão insista, em seu material de divulgação, que vai entregar à cidade um espaço público, equivalente a 67% da área do projeto e dependente de um aterro, o fato é que, sem o aterro, o empreendimento é inviável, porque a área hoje disponível não comportaria um hotel desta envergadura. Independentemente de como, do ponto de vista legal, a área atual foi obtida pelos empreendedores, o fato é que o terreno hoje disponível para construção é de 14.959 metros quadrados, descontando a faixa de área de marinha, contra 34.646 metros quadrados de aterro. Além disso, o terreno vale hoje mais de R$ 15.000,00 por metro quadrado, e lá nunca se colocou um centavo para a melhoria da área. O empreendimento também fere o princípio da função social da propriedade. Ficou no “pousio” em torno de 30 anos, com o terreno valorizando-se, e agora o empreendedor quer ganhar com uma renda fundiária sem correr nenhum risco. Desta forma, é fácil “oferecer” à população o que já é dela, ou seja, a orla de marinha, os 33 metros de propriedade da União, que são públicos. O artigo 20 da Constituição Federal diz que são bens da União os terrenos de marinha e seus acrescidos, como é o caso do aterro.

O artigo de LHS deveria, sim, fazer comparações com empreendimentos atuais e em contextos semelhantes, ainda que com reservas, pois a situação territorial, econômica, política e social de cada cidade ou região no Brasil varia muito. Isso vale ainda mais para comparações com lugares no exterior.  Quando foi governador, LHS andou por Marbella, na Costa do Sol, sul da Espanha, e em declarações à imprensa afirmava que Marbella era exemplo de sucesso empresarial de investimentos em turismo. Esta localidade na costa espanhola teve um processo de urbanização diferente do da costa brasileira, mas se é o caso de comparar Marbella com Florianópolis como referência de turismo, então vejamos o que aconteceu nessa região que foi tão elogiada pelo ex-governador.

Em 5 de agosto de 2007, a Folha de São Paulo publicou reportagem com o título Boom imobiliário destrói litoral espanhol” (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0508200701.htm). Um dos trechos: “O maior foco dessa corrupção é um antigo reduto do jet-set europeu, Marbella, na Costa do Sol, ao sul do país, onde um prefeito foi deposto em 2002 e seus dois sucessores estão presos por corrupção e abusos urbanísticos”. Em Marbella, havia 30 mil casas e apartamentos irregulares. Segundo a reportagem, o governo andaluz tirou a competência da prefeitura em matéria urbanística por mais de um ano, até que outro prefeito fosse eleito. Várias prefeituras perderam o direito de legislar sobre o solo, com intervenções regionais e até do governo nacional. O final do texto alerta: “Mas os excessos da construção civil e a permissividade de governos locais ainda servirão por um bom tempo como exemplo do que pode acontecer com outros paraísos naturais”. O episódio continua vivo em 2013, com mais prisões, na investigação batizada de Caso Malaya. A rede funcionava com negócios entre grandes empresários, que compravam terrenos a preços abaixo do  mercado ou conseguiam licenças em zonas não definidas para construção de habitação. Parece que esta situação não é tão diferente do que nossa cidade sofreu com a chamada Operação Moeda Verde, em 2007.

Outro exemplo usado pelo então governador era a cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Em 2009, Dubai, que queria ser “o primeiro destino turístico do mundo”, com seus prédios gigantescos no deserto e ilhas artificiais em formato de palmeira,  afundou na crise. No final do ano passado, a imprensa noticiou que mais de 3 mil veículos de luxo, avaliados em até um milhão de dólares, foram abandonados por seus donos, principalmente no aeroporto, por empresários estrangeiros que perderam tudo na crise e fugiram do país para não serem presos (http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/08/28/carros-de-luxo-de-ate-us-1-milhao-sao-abandonados-em-dubai.jhtm).

Aqui cabe outra reflexão, sobre o propalado discurso de geração de empregos nos empreendimentos hoteleiros. No caso da Ponta do Coral, anunciam que seriam 1.500 empregos diretos. Mas de que tipo? Por qual salário? Em que condições de trabalho? Aqui vale citar o caso do Costão do Santinho, outro empreendimento que o agora senador sempre exaltou como exemplo para o litoral do país. Em março passado, a imprensa também noticiou que o resort foi fiscalizado por órgãos públicos após denúncia feita pelo sindicato da categoria (http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2013/03/apos-denuncias-alojamento-de-funcionarios-de-resort-e-fiscalizado.html). Diz o texto:  Segundo os funcionários, os alojamentos não estão em boas condições. Um dos quartos estava sem energia por causa de uma infiltração, que também queimou o único ventilador. No banheiro havia mofo e sujeira. Em outra casa, perto de uma das camas, o chão está quebrado. No terceiro alojamento, uma fossa a céu aberto foi encontrada”.

Em Dubai, outro exemplo, o desemprego na cidade plantada no deserto foi às alturas. Em 2009, reportagem divulgada na imprensa, intitulada “A falência financeira e moral de Dubai”, relatava: “As pessoas que realmente construíram a cidade podem ser vistas em trabalhos forçados à beira das estradas ou no topo dos mais altos edifícios do mundo, num calor que os ocidentais não aguentariam mais do que 10 minutos”.

Não se trata aqui de generalizar esse fato, mas sim de relativizar o discurso de geração de empregos. Que se reflita sobre a vida e o local de moradia do trabalhador que limpará o banheiro do hóspede da cobertura do hotel na Ponta do Coral, esse tendo diante de si, sem qualquer barreira visual, uma das mais valorizadas paisagens da Capital, e aquele, o empregado, tendo que gastar duas ou mais horas do dia para chegar em casa, provavelmente fora da Ilha.

Aliás, este é o modelo de cidade que determinados empreendedores, inclusive das elites e oligarquias locais, querem para Florianópolis: turismo de luxo ou destinado para população de alta renda, restando para a população pobre, empregada ou não nos empreendimentos hoteleiros, ficar fora da Ilha, morando na periferia. Emprego de qualidade é emprego bem remunerado, com respeito às leis trabalhistas e condições de trabalho adequadas.

Bem, comparar toda a complexidade histórica, cultural, arquitetônica e estética que envolveu a pintura da Capela Sistina, naquele espaço e naquele período histórico - por um gênio como Michelangelo - com o hotel-prótese na Ponta do Coral, está além da possibilidade de crítica.

Encantam-se, os turistas, como consumidores, com Marbella, Dubai, Paris e sua torre Eiffel e com a Capela Sistina. Florianópolis certamente também é encantadora, mas a imagem vendida, como “Ilha da Magia”, esconde uma outra face da cidade, a face que é destituída das condições reais urbanísticas e de infraestrutura, geralmente precárias e insuficientes. O fato é que as melhores localizações e paisagens cada vez mais são apropriadas para esse turismo seleto, de alto luxo, e agora avançando em áreas públicas e até mesmo em solo criado, como o planejado aterro para a Ponta do Coral. Mas há que se ouvir também aqueles que não vêem a Ilha como uma mercadoria para consumo, e sim lugar de permanência, um lugar para morar mais humano e sustentável para todos.

Existem experiências bem sucedidas de construção comunitária de espaços públicos como o Parque da Luz, o parque comunitário de Coqueiros, o parque comunitário de Monte Cristo, o parque cultural do Campeche (Pacuca) que são lugares de encantamento. Lugares onde o morador e o visitante podem compartilhar a paisagem e o convívio cotidiano, experimentando a cidade de um ângulo para além da aparência do consumo turístico.

Há também várias propostas para a Ponta do Coral, como o projeto do Parque das Três Pontas, mas que não têm qualquer visibilidade na grande mídia, assim como trabalhos de conclusão dos cursos de Arquitetura e Urbanismo da UFSC e da UNISUL, somente para citar alguns, que são contribuições arquitetônicas e urbanísticas para a cidade. Esses projetos, que devem ser conhecidos, trabalham com o conceito de paisagem e desenho de uma arquitetura que respeita a topografia local.

A defesa da Ponta do Coral começou com a comunidade acadêmica do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC nos anos 1980. Também incluíram-se nela iniciativas de preservação como a do ex-vereador e deputado federal Mauro Passos e agora o movimento pela Ponta do Coral 100% pública. A mobilização ampliou-se como símbolo da luta para manter Florianópolis sem segregação social e com sua paisagem acessível para todos, e não apenas para uso do turismo de alto luxo.

Até quando haverá beleza e lua vaidosa para o poeta cantar? Deixo a resposta para o poeta de Desterro, Cruz e Souza:
 

Quando um poder novo

Nas almas derramar os místicos luares,

Então seremos povo!